Blogger Minha Estante de Livros

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Resenha do Livro: As Vantagens de ser Invisível

Stephen Chbosky soube discutir através de Charlie, um adolescente de 15 anos, drogas, sexo, sociabilidade, transtornos psiquiátricos, abuso, relacionamento familiar, ambiente escolar, enfim, tudo o que envolve o universo dos mais variados tipos de adolescentes.
O livro é todo escrito em formato de cartas, que Charlie envia a um amigo desconhecido. Charlie é viciado em leitura e desenvolve uma amizade com o seu professor de inglês que o incentiva ao hábito, ajudando-o a desenvolver sua escrita. Aqui fica marcado um ponto sensacional do livro: Chbosky usa esse artifício também na forma como escreve o livro. Se no começo o texto parece meio solto e hesitante, no decorrer da história a escrita de Charlie vai melhorando, ele passa a organizar melhor as ideias e narrar de forma mais clara os acontecimentos.
Sobre o personagem: Charlie é um adolescente dos anos noventa que sofre pelo suicídio do melhor (e único amigo) e a morte de sua tia quando era criança. Ao entrar no ensino médio ele decide que não pode mais viver isolado e tenta se aproximar dos outros meninos e meninas da sua idade. No entanto, Charlie é extremamente tímido e não sabe muito bem como se inserir em novos grupos.
Minha experiência com esse livro foi bem interessante, porque no início da leitura eu pensava que não iria me surpreender com a vida de Charlie, o achava muito monótono. Depois percebi que não era uma característica aleatória da personagem. O discurso de Sam quando ela está fazendo as malas descreveu todo o meu pensamento acerca de Charlie.
Separei algumas frases que eu amooo de <3 desse livro que é:

"Somos infinitos"

   “Então, esta é a minha vida. E quero que   você saiba que sou feliz e triste ao mesmo   tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim.” 

"— Posso fazer uma pergunta?

— Sim, Charlie.
— Porque as pessoas legais escolhem amar as pessoas erradas?
Silêncio.
— Bem… Nós aceitamos o amor que achamos merecer."

Resenha do Livro: Jogos Vorazes vol. 1, Suzanne Collins, Rocco Jovens Leitores.

Mistura de ficção científica com reality show, passando pela mitologia e pela filosofia com muita ação e aventura, Jogos Vorazes é o novo fenômeno da literatura jovem. Com um mote surpreendente, o livro, que está há mais de 85 semanas na lista de mais vendidos do The New York Times e de outras publicações de prestígio dos EUA, ganhou elogios de Rick Riordan, Stephenie Meyer e outros formadores de opinião e rendeu à autora Suzanne Collins lugar na badalada lista de 100 personalidades mais influentes do ano da revista Time.
Ambientado num futuro sombrio, Jogos vorazes é pioneiro de uma tendência que vem ganhando força no mercado de best-sellers juvenis: a dos romances distópicos e pós-apocalípticos. Primeiro volume de uma trilogia, o livro narra uma luta mortal encenada por crianças e transmitida ao vivo para todos os habitantes de uma nação construída sobre as ruínas de um lugar anteriormente conhecido como América do Norte. Com sua narrativa ágil e ousada, Jogos vorazes foi traduzido para mais de 30 idiomas e vem atraindo leitores de diversas faixas etárias.
Constituída por uma suntuosa Capital cercada de 12 distritos periféricos, a nação de Panem se ergueu após a destruição dos Estados Unidos. Como represália por um levante contra a capital, a cada ano os distritos são forçados a enviar um menino e uma menina entre 12 e 18 anos para participar dos Jogos Vorazes. As regras são simples: os 24 tributos, como são chamados os jovens, são levados a uma gigantesca arena e devem lutar entre si até só restar um sobrevivente. O vitorioso, além da glória, leva grandes vantagens para o seu distrito.
Quando Katniss Everdeen, de 16 anos, decide participar dos Jogos Vorazes para poupar a irmã mais nova, causando grande comoção no país, ela sabe que essa pode ser a sua sentença de morte. Mas a jovem usa toda a sua habilidade de caça e sobrevivência ao ar livre para se manter viva. As reviravoltas do jogo e as dificuldades enfrentadas pela protagonista levam os leitores a sofrer junto com ela, enquanto descobrem um pouco sobre seu passado e seu relacionamento com Peeta Mellark, o outro tributo enviado pelo Distrito 12 para lutar nos Jogos Vorazes.
Inspirada pelo mito grego de Teseu e o Minotauro e bebendo nas melhores fontes da ficção científica, Suzanne Collins faz uma dura crítica à sociedade do espetáculo atual e prende a atenção do leitor da primeira à última página com um romance envolvente e perturbador.
(Fonte: Rocco Jovens Leitores)

O primeiro livro, Jogos Vorazes, assim como as outras duas sequências, Em Chamas e A Esperança, é dividido em três partes. Em Jogos Vorazes, a primeira parte é dedicada principalmente a uma apresentação dos principais personagens da série, ao cotidiano de Katniss, protagonista, e à Panem, país onde se passa a história e que um dia já foi a América do Norte.
A primeira parte é chamada de “Os Tributos”. Além de apresentar ao leitor o mundo de Katniss, é contada a história dos Jogos Vorazes e da Capital e os personagens principais são descritos nessa primeira parte do livro.
“Os Jogos”, a 2° parte, é basicamente uma preparação para o desfecho do livro. Dedica-se sobre o desenvolvimento da 74° edição dos Jogos, à sobrevivência de Katniss na arena e às suas conclusões sobre Peeta, Rue e vários outros “O Vencedor” é o desfecho do primeiro livro da trilogia. É onde Katniss vence os Jogos, junto com Peeta, desafiando a Capital com as amoras-cadeado. Esse ato é o que faz com que os outros dois livros da série venham a seguir. Se não fosse por esse ato rebelde, os Jogos terminariam e teríamos um vencedor que nunca foi contra a Capital.
Amo essa saga de paixão, no entanto faz parte da minha prateleira "especial"...
Eu tinha o filme quando lançou e tals... Mas esse ano "enchi o saco" da minha amiga e ela me emprestou o box, e, não queria mais devolver (rsrs)...
A história o amor de Peeta pela Katniss, o amor da Katniss por Gale, Prim e sua mãe, a sua lealdade com Rue ( amo essa parte, <3 ),quando ela beija o Peeta na arena... Afinal... Tudo... E te como não amar eles?personagens.

domingo, 9 de novembro de 2014

Resenha do Livro: Will & Will, John Green e David Levithan, Galera.

"Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio."


Muita gente ficou super animada pelo romance homossexual desses dois autores que estão fazendo um sucesso enorme atualmente enfim chegar ao Brasil e estou incluída nessa. Porém, apesar do receio que temos quando estamos com altas expectativas, eu não me decepcionei. Muito pelo contrário: esse livro foi uma grata surpresa e acabei gostando tanto que hoje ele é um dos meus queridinhos da estante, contando com As Vantagens de ser Invisível e A Culpa é das Estrelas <3 <3 <3 ...
Will Grayson é um adolescente sem muitos atributos chamativos. Ele é tímido, um pouco desajeitado demais para o comum. Seu melhor amigo é o fabuloso Tiny Cooper, um garoto grandalhão, homossexual assumido e que está planejando um musical para contar a história da sua vida. O outro Will Grayson é um garoto introspectivo, depressivo e homossexual. Em um acaso do destino, os Will Grayson e Will Grayson acabam se encontrando. A partir desse momento, o rumo de suas vidas é totalmente alterado.

"– Quem é você?
Eu me levanto e respondo.
–Hã, eu sou Will Grayson.
– W-I-L-L G-R-A-Y-S-O-N? – pergunta soletrando impossivelmente rápido.
– Hã, sim – digo – Por que a pergunta?
O garoto me olha por um segundo, a cabeça inclinada como se pensasse que eu poderia estar passando um trote nele. Então finalmente diz:
– Porque eu também sou Will Grayson."
John Green e David Levithan. Dois autores que estão na boca das pessoas aficionadas por livros e que até então eu não tinha tido experiência alguma por causa da minha falta de tempo. Tanta gente tinha me falado que eu deveria ler algo dos dois e eu só falava: “tenho mesmo” e nunca parava para ler. Quando eu tive a oportunidade de conhecer os dois autores com um livro só, foi quase que amor instantâneo. Minhas expectativas não poderiam estar mais certas: um livro especial, que transmite uma lição importante de maneira suave e que encanta qualquer leitor.

Uma das coisas que mais me agradaram, também foi o motivo de grande receio: ter dois autores escrevendo o mesmo livro nem sempre é uma coisa boa. Já vi grandes histórias sendo arruinadas por causa da falta de sincronia entre os autores. Mas, felizmente, John Green e David Levithan são únicos: se alguém me falasse que aquele livro era de um autor só, eu acreditaria. Um completa o outro de uma forma extremamente natural, o que fez com que o enredo fluísse perfeitamente sem perder o fio da meada em momento algum.

Como são narrativas alternadas, a cada capítulo vemos a perspectiva de um Will, cada um deles escrito por um autor. Para ajudar na identificação, até a diagramação entre um Will e outro é diferente. Mas a essência que cada autor dá para o personagem que escreve é o grande diferencial: gostamos tanto dos dois que não queremos que o capítulo de tal personagem acabe. É uma situação bem engraçada, na verdade. É essa empatia que você tem com os personagens que te leva até o fim, ansiando por conhecer um pouco mais sobre os dois.

Mas aqui, o personagem secundário também tem uma veia de protagonista: Tiny Cooperrouba a cena. Por mais que eu tenha amado ambos os Will Grayson, Tiny mostrou a realidade de muitos adolescentes que se encontram em sua situação. Na verdade, todos os personagens são bem palpáveis, você vê que aquilo realmente acontece. Essa proximidade com eles é muito interessante para quem está lendo se envolver ainda mais na história.

"Eu só te amo. Quando foi que quem você quer foder se tornou mais importante? Desde quando a pessoa que você quer foder é a única pessoa que você (...) Quero dizer, meu Deus, quem se importa com a porra do sexo?! As pessoas agem como se essa fosse a coisa mais importante que os seres humanos fazem, mas vamos combinar. (...) Quero dizer, tudo gira em torno de quem você quer foder e se você fode com essa pessoa? Essas perguntas são importantes, eu acho. Mas não tão importantes assim. Sabe o que é importante? Por quem você morreria? Por quem você acorda as 5:45 sem nem saber pra que ele precisa de você? De que bêbado você limparia o nariz?" p. 292
romance homossexual está presente sim, mas não é tratado como um tabu. Esse é o foco: mostrar que isso existe, faz parte do dia-a-dia e precisa ser algo para encararmos com naturalidade. Sei que muita gente vai deixar de ler esse livro por causa desse aspecto, mas eu ainda acho que ele vale a pena ser lido, nem que seja para sair da sua zona de conforto. A lição de amor, superação, amizade é tão grande que faz com que o livro transcenda essa classificação e se torne lindo ser lido e traga uma carga de reflexão enorme.

Will & Will é um livro único. Não consegui nem falar metade de tudo o que ele me proporcionou durante a leitura. Foram muitos sentimentos abordados, tanta coisa para pensar e absorver. Carregado de bom humor, de realidade, de originalidade, esse é um livro que vai ficar martelando em sua cabeça por um bom tempo até que você consiga pegar tudo o que ele tem a te transmitir. Vale a pena mesmo dar uma chance, mesmo que isso te tire de sua zona de conforto.

Resenha do Livro: O Teorema Katherine, John Green, Intrínseca

O Teorema Katherine - John GreenLogo imaginei que se tratava de um livro com personagem principal adulto. Isso porque ao me falarem que um cara teve 19 ex namoradas, independente do nome… bom… ele precisaria de uns bons anos para atingir essa marca.
Mas eu estava tremendamente errada. O Teorema apresenta a história do Colin, um garoto que acaba de se formar no Ensino Médio e que está de coração partido. Sua família e seu melhor – e único – amigo Hassan estão preocupados e com motivo.
Colin é considerado um prodígio. Que é diferente de gênio, deixe-me acrescentar. Prodígio porque ele ainda não criou nada – como um gênio faz – ele apenas aprende as coisas muito rápido. E isso o incomoda bastante, porque ele tem muito medo de não fazer nada grandioso. Toda sua vida ele recebeu destaque pela sua aptidão intelectual, mas é fato que os gênios têm seus momentos “Eureca!” – aquele momento que eles criam ou descobrem algo muito importante – bem novos, e o tempo de Colin está passando.
Nos últimos tempos ele está obcecado em atingir seu momento “Eureca”, pois ele teme muito o dia que ele será um ex prodígio. E não ajuda o fato de sua namorada ter acabado de terminar com ele. Mas permita-me ressaltar: essa parte das namoradas do Colin é de longe a parte mais bizarra desse personagem.
Colin já namorou 19 Katherines. Dezenove garotas com o mesmo nome, grafado da mesma maneira. E cada uma delas terminou com ele. E ao contrário do que pensei inicialmente, ele não precisou de tanto tempo para colecionar suas Katherines, pois Colin contou inclusive aqueles namoros de infância que duram minutos. Seu namoro mais extenso foi com a Katherine XIX, o mais recente “pé na bunda”.
Desesperado em ser importante e ter sua amada Katherine XIX de volta, Colin é surpreendido com uma missão de resgate inusitada. Hassan decide que ao invés de trabalharem durante as férias e se prepararem para entrar na faculdade, eles deveriam fazer uma viagem. Simplesmente colocar as malas no carro – chamado de Rabecão de Satã – e sair pela estrada, sem destino determinado.
E é a partir deste momento, em que Colin se permite sair de sua zona de conforto que começa a nossa diversão!
“Só que as mães mentem. Está na descrição do cargo delas.”
Estaria mentindo para vocês se não avisasse que engasguei de tanto rir inúmeras vezes enquanto lia. Os vizinhos devem ter achado que eu era maluca… mas caramba, John Green é genial!
Opa! Não tinha mencionado ainda que o livro foi escrito pelo “João Verde”, né?!? Pois é… O Teorema Katherine foi escrito pelo norte americano John Green, que atualmente está na lista das pessoas mais influentes da Forbes. Green também é autor dos incríveis A Culpa é das Estrelas, Cidades de Papel e Quem é você, Alasca?. E se você leu algum desses outros títulos, acalme seu coração, pois O Teorema não é tão dramático quanto eles. E acho que é por isso que o Teorema se tornou meu favorito – depois de ACEDE, é claro – todo o humor que percebemos nos outros títulos que é usado como fôlego para as cenas dramáticas, em Teorema rola solto, tornando a leitura fluída e engraçadíssima.
As confusões que Colin e Hassan se envolvem são hilárias, e um ponto forte do livro é o próprio personagem Hassan. Imagine ser melhor amigo de um menino prodígio. Imaginaram? Hassan é um verdadeiro consultor de “como ser legal com as pessoas” para o amigo. Colin não sabe lidar com as pessoas, não percebe que a maioria das coisas que acha interessante é um tédio para as pessoas normais, e cabe ao Hassan orientá-lo. Os diálogos dos dois me deram cólicas de tanto rir. Hassan é INCRÍVEL.
E apesar de Colin ter a fama de chato, acabei que me identifiquei com o personagem. Entendi suas razões dele ser como é, além do fato de que só estava precisando sair de sua zona de conforto.
A capa do livro é simples, mas traz elementos do livro. A edição da Intrínseca está excelente. Ponto positivo também para a forma como o livro vai trazendo os relatos de como aconteceram os 19 namoros de Colin – uma espécie de flashback, durante toda a narrativa, que se difere do restante do texto pelo título.
E não poderia deixar de falar das notas de rodapé. Normalmente elas me irritam, pois você precisa perder o ritmo da leitura para se concentrar em uma informação no rodapé. Mas no caso de O Teorema Katherine isso não acontece. As notas de rodapé foram brilhantemente planejadas e dão sequência a linha de raciocínio do parágrafo do qual se refere. E essas notas trazem coisas ainda mais engraçadas que o próprio texto! Então por favor: não se esqueçam de ler todas as notas de rodapé e na sequencia que elas foram apontadas, ok?
Ah… e antes que eu esqueça: a matemática presente no livro é tranquila. Não se acanhe com isso. Green explica tudo de forma muito fluída e principalmente, a matemática empregada faz sentido na narrativa. O autor pediu ajuda a um amigo matemático para deixar as fórmulas plausíveis e no final do texto tem explicações excelentes sobre elas – que você poderá ler ou não.
Indico o livro para pessoas que estão procurando um livro bem humorado, leve e fluído. Mas cuidado! Você vai acabar se apaixonando pelo Colin e o Hassan…

sábado, 8 de novembro de 2014

Resenha do Livro: Cidades de Papel, John Green, Intrínseca.


A história é sobre Quentin, um garoto em seu último ano de escola, que é apaixonado por sua vizinha e, em sua opinião, o seu milagre: Margo Roth Spielgelman, a garota mais amada da escola. Eles se conhecem desde os dois anos de idade, e sempre foram amigos. Um dia, aos dez anos, os dois encontram um cara morto em um parque, quando estavam andando de bicicleta. Margo concluiu que os fios dele tinham se arrebentado, e isso fica na cabeça de Q. Com o tempo, cada um segue um caminho diferente, mas os dois lembram daquele homem.

Anos depois, em um noite, Margo aparece na janela de Q o convidando para uma aventura, e ele aceita. Os dois invadem o Sea World, deixam três bacalhaus de presente para alguns amigos de Margo, visitam o SunTrust e depilam a sobrancelha de Chuck. No SunTrust, os dois conseguem enxergar quase toda a cidade de papel que é Orlando. Quando chega em casa, Q percebe que aquela foi a melhor noite de sua vida.

Porém, tudo muda quando Margo some no dia seguinte. Não é a primeira vez, e ela sempre deixa dicas de onde foi para alguém, seja na sopa de letrinhas ou em um comentário anônimo na internet. Depois de uns dias, o sumiço já está muito longo e todos ficam preocupados, e Q resolve investigar o paradeiro de Margo.

No meio de investigações, cidades de papel e locais abandonados, o livro tem um ritmo tranquilo e conquistador, típico do Green. A história conquista quem a lê o nós, leitores, começamos a investigar o sumiço de Margo junto à Q. As dicas levam à vários lugares, porém apenas um é o certo. Q tem certeza de onde Margo está quando vê um comentário online do jeito que apenas ela escrevia, e mesmo que esse lugar talvez nem existisse, ele vai atrás dela com Lacey, Ben e Radar.

A escrita de John é leve e fácil, e em nenhum momento o leitor fica entediado. Sem largar o livro nos últimos dois dias, achei o final meio previsível, porém a estrada até ele é interessante e a melhor parte.


A pesquisa do John para escrever esse livro deve ter sido cansativa e longa, e mais uma vez ele mostrou ser um autor talentoso e dedicado, que se importa com todos os detalhes. Cidades de papel tem romance, aventura, festas e papais noéis negros e tudo isso se encaixa perfeitamente, formando uma ótima história.

O livro mostrou como as pessoas são apenas… pessoas. E devemos olha-las como uma janela, não um espelho. É um livro bastante reflexivo, que nos faz pensar sobre a vida e sobre o que as pessoas significam para nós, e também sobre como botamos algumas delas num pedestal e esquecemos que elas são seres humanos como qualquer um. E o que eu mais amo na escrita do John Green, é o fato dele conseguir criar um livro com tudo isso de uma forma que é divertida e atraente, sem ficar tedioso e de uma maneira que consegue nos segurar até o final da história.